Descrição
ARNICA:
- Espécie vegetal: Arnica (Arnica montana L.).
- Família: Compositae (Asteraceae).
- Outros nomes: Arnica chamissonis Less., flor de tabaco, tabaco-da-montanha, talpica.
- Partes utilizadas: Inflorescências.
- Descrição: É uma herbácea de 20-50 cm de altura. Apresenta um rizoma compacto e acastanhado, geralmente não ramificado, mas com 3 secções de onde saem raízes secundárias. As folhas aparecem em rosetas basais e são opostas em pares decussados, de limbo oval e com margem inteira. Os capítulos florais são terminais e saem das axilas das folhas superiores. As flores são tubulares e liguladas, com uma cor amarelo-alaranjada.
COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
- Na composição quantitativa do creme Physiorelax contém 10% de extrato puro de arnica.
- Arnicina 25%
- Lactonas sesquiterpénicas. Guaianólidos como helenalina, 11,13-di-hidrohelenalina, arnifolina; arnicólidos.
- Flavonóides. Isoquercitrina, astragalina, glicosídeo de luteolina.
- Óleo essencial. Monoterpenos como timol, ésteres de timol.
- Ácidos fenólicos derivados do ácido cinâmico. Ácidos clorogénico, ferúlico, cinarina.
- Hidroxicumarinas. Escopoletina, umbeliferona. Triterpenos.
- Esteróides.
- Polissacarídeos heterogéneos. Mucilagens.
- Ácidos gordos livres.
- Poliínos.
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS Propriedades farmacodinâmicas Classificação terapêutica: PL01. Plantas medicinais anti-inflamatórias.
- Anti-inflamatório de uso tópico exclusivo. Foi demonstrado em ensaios in vivo em animais que a arnica tem um efeito anti-inflamatório quando aplicada topicamente numa zona inflamada.
O mecanismo de ação parece estar relacionado com a inibição da ciclo-oxigenase, e portanto da síntese de prostaglandinas, e pela inibição da fosforilação oxidativa.
- Antiagregante plaquetário. Em ensaios in vitro em plaquetas humanas verificou-se que a helenalina e di-hidrohelenalina, em doses de 300 mcM, exercem um efeito antiagregante plaquetário por redução de 78% dos grupos sulfidrilos da superfície das plaquetas.
Propriedades farmacocinéticas Não existem dados disponíveis. Dados pré-clínicos de segurança Não existem dados disponíveis. DADOS CLÍNICOS Indicações terapêuticas Aprovadas pela Comissão E do Ministério da Saúde alemão:
- Artrite.
- Artralgias.
- Inflamações comuns.
- Lesões cutâneas.
Outras indicações:
Tem sido tradicionalmente utilizada para o tratamento de edemas, hemorragia uterina, flebite, arteriosclerose, insuficiência cardíaca. Topicamente tem sido utilizada para o tratamento de furúnculos ou picadas de insetos.
Posologia e método de administração Utiliza-se a droga pulverizada, infusões/decocções, extrato fluido ou seco, tinturas e o "óleo de arnica". A droga pulverizada, tintura e o "óleo de arnica" são utilizados para a elaboração de unguentos, cataplasmas, pomadas ou infusões para gargarejos.
A Comissão E do Ministério da Saúde alemão desaconselha o uso interno por via oral da arnica devido ao seu grande efeito irritante das mucosas, podendo causar até hemorragias, e pelo seu efeito estimulante cardíaco. No entanto, outros autores asseguram que não há risco no uso interno da arnica.
Contraindicações
- Hipersensibilidade à arnica ou a outras espécies da família das compostas.
- Amamentação. A arnica não deve ser usada durante a amamentação devido à ausência de dados que comprovem a sua segurança.
DATA DE APROVAÇÃO / REVISÃO DA FICHA 1ª Revisão. 2001. Bibliografia
- PDR for Herbal Medicines. Medical Economics Company, Montvale. Second Edition, 2000; pp 41-3.
- Carretero E. Terpenos: Iridóides e sesquiterpenos. Panorama Actual Medicamento 2000; 24(239): 1115-9.
- Blumenthal M, Goldberg A, Brinckmann J. Herbal Medicine, Expanded Commission E Monographs. Integrative Medicine Communications, Newton. First Edition, 2000; pp 7-9.
- Schroder H, Losche W, Strobach H et al. Helenalin and 11 alpha,13-dihydrohelenalin, two constituents from Arnica montana L., inhibit human platelet function via thiol-dependent pathways. Thromb Res 1990; 57(6): 839-45.