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Eletroterapia em Fisioterapia

A eletroterapia é uma disciplina incluída na medicina física e na reabilitação. É a aplicação para fins terapêuticos, através de elétrodos aplicados diretamente sobre a pele do paciente; pode ser de duas formas, através de aplicação subcutânea ou a uma certa distância. Atualmente, os avanços neste campo desenvolveram material de fisioterapia para aplicar a eletroterapia, como os Tens. Se quiser saber mais sobre este produto, recomendamos a leitura de "Eletroestimuladores portáteis TENS", ou os ultrassons.

utltrasonidos-sobremesa-sound-plusO que é a eletroterapia?

É a arte e a ciência do tratamento de lesões e doenças por meio da aplicação de correntes elétricas. Um componente importante da eletroterapia é a terapia de correntes estimuladoras. Estas correntes são transmitidas através de elétrodos (sejam de placas, de vácuo ou elétrodos autoaderentes) sobre o tecido a tratar. Esta terapia tem vários fins, dependendo do tipo de corrente e da seleção de parâmetros*. Os efeitos que as correntes estimuladoras da terapia de eletroterapia podem provocar são os seguintes: *Parâmetros: Forma de impulso, duração do impulso, tempo de pausa, frequência, intensidade…

Benefícios da eletroterapia

  • Diminuição da dor
  • Estimular o fluxo sanguíneo e melhorar o trofismo
  • Estimulação nervosa, este efeito é benéfico, sobretudo para o tratamento da paralisia ou a formação da inervação
  • Estimula o aumento da musculatura e a manutenção da massa muscular já existente
  • Elimina de forma gradual a iontoforese e a tensão muscular.

A fisioterapia e a eletroterapia

Para um fisioterapeuta, dominar a técnica da eletroterapia não consiste apenas em obter o produto da terapia em si, é necessário controlar a exploração e a consequente interpretação das curvas.

Curvas de eletroterapia

As curvas de eletroterapia são a forma visual de transcrever os dados obtidos para realizar a terapia. A base da eletroterapia de resposta motora e sensitiva de baixa frequência encontra-se na reprodução de diferentes parâmetros de forma, tempo e intensidades de pulsos. Estes dados refletem-se nas denominadas curvas I/T – A/T. As três formas mais características:

Interpretação das curvas A/I – E/T

Estas gráficas, denominadas curvas, são a representação da resposta nervosa e muscular que se recolhe em parâmetros quando se supera o limiar de excitação, despolarizando a membrana para desencadear o potencial de ação. Com os gráficos que mostramos anteriormente, podemos entender certos comportamentos característicos na hora de realizar a terapia de eletroterapia.
  • Porque é que num paciente uma corrente não funciona, sendo a exceção dos restantes pacientes.
  • Podemos conceber a corrente precisa para trabalhar; fibra rápida ou fibra lenta.
  • Escolher entre aplicar pulsos quadrangulares ou triangulares.
  • Podemos controlar os parâmetros, atualizando-os diariamente, se necessário, até conseguir os efeitos desejados no início da terapia.
  • Decifraremos quanto tempo demora a repolarizar a membrana da fibra nervosa ou muscular.
  • Entre outros.

Curvas I/T – A/T

eletroterapia-fisioterapia-curvas
  1. Curvas de normalidade: Centra-se principalmente nos dados recolhidos para aplicar tratamentos com precisão na conceção de correntes para fortalecimento muscular, aumento muscular ou manutenção da massa muscular.
  2. Curvas de denervação: Serve para precisar o grau de resposta neuromuscular numa paralisia periférica e, desta forma, poder estabelecer os parâmetros para aplicar o tratamento correspondente.
  3. Triângulo de utilidade terapêutica: Este gráfico recolhe os dados da corrente a utilizar em caso de paralisias periféricas.

Conceitos básicos da eletroterapia

Para poder aplicar corretamente a técnica da eletroterapia, é necessário controlar os campos requeridos desta ciência.
  • Condutores, isoladores e semicondutores: Dependendo da força da união dos eletrões, o fluxo de eletrões numa substância variará. A eletricidade deslocar-se-á melhor por estas substâncias. A estes materiais chamam-se isoladores (opõem-se à passagem da eletricidade). Pelo contrário, encontramos os condutores, suscetíveis de transmitir eletricidade, que se encontram em materiais que possuem átomos soltos.
  • Polaridade: Denomina-se assim a capacidade de ter duas cargas opostas nos polos.
    1. O cátodo: é o polo negativo de um circuito elétrico.
    2. O ânodo: é o polo positivo de um circuito elétrico.
  • Voltagem: Conhece-se assim a tensão de corrente que circula entre dois pontos e que, por conseguinte, é a causadora do movimento de partículas com carga. Mede-se em Volts (V).
  • Forças elétricas: Devemos ter claro o conceito <cargas diferentes atraem-se e cargas iguais repelem-se>, regra básica das forças elétricas. Expressa-se em Coulomb (C).
  • Intensidade: É o número de eletrões que passa num segundo, ou seja, a quantidade de eletricidade. Mede-se em Ampere.
  • Hertz: Quantidade de frequência nas correntes.
    1. Corrente contínua: Hertz = pulsos/segundos
    2. Corrente alternada: Hertz = ciclos/segundos
  • Potência: É a unidade de potência resultante do trabalho que as cargas elétricas realizam ao mover-se de um ponto com alto potencial para outro mais baixo.
    1. P = I x V
  • Resistência: A resistência em eletroterapia é a oposição que dois corpos apresentam à passagem da corrente. Mede-se em Ohms (OHM).

Contraindicações da eletroestimulação

Para aplicar esta terapia a partir da sua loja de fisioterapia, recomendamos consultar um especialista que saiba como utilizar o material de eletroterapia para o benefício da saúde do paciente. Grávidas, pessoas com pacemakers, tumores, aparelhos auditivos, implantes metálicos e outras situações de saúde delicada devem ser comunicadas ao especialista; para que o fisioterapeuta possa avaliar se a aplicação da terapia de eletroterapia é conveniente ou não. Importante!