A fisioterapia, como área da saúde encarregada de tratar e prevenir lesões relacionadas com a mobilidade do corpo humano, é muito ampla e compõe-se, por sua vez, de múltiplos campos, que requerem alguma especialização. E hoje, queremos falar de uma parte da fisioterapia pouco conhecida mas com muitos benefícios e utilidades para cumprir com os objetivos marcados com cada paciente. Referimo-nos à fisioterapia respiratória, sabes o que é? O objetivo deste post do blog da Fisiomarket é informar-te sobre este conjunto de técnicas, com a ideia de que o apliques com os pacientes que considerares oportuno. Vamos a isso!
O que é a fisioterapia respiratória?
A fisioterapia respiratória é uma área dentro da Fisioterapia que consiste num conjunto de técnicas que tratam as diferentes patologias respiratórias. Estes procedimentos baseiam-se num conhecimento exaustivo do sistema respiratório e têm como objetivo primordial aumentar a capacidade pulmonar do paciente, dado que este teve uma diminuição da mesma devido a alguma doença ou problema prévio.
O tratamento depende das necessidades de cada paciente. O tipo de doença, o estado clínico, a idade e inclusive a capacidade de colaboração do doente, afetam as técnicas a empregar. Com elas, o fisioterapeuta realizará diferentes movimentos com as suas mãos, corpo ou mediante os aparelhos necessários, eliminará as possíveis obstruções das vias respiratórias para aumentar a ventilação pulmonar do paciente.
Que doenças trata a fisioterapia respiratória?
A fisioterapia respiratória está indicada para qualquer paciente, independentemente da idade, que tenha alguma patologia respiratória. Estas são muitas, mas as doenças mais comuns que este conjunto de técnicas trata são:
- Fibrose quística
- DPOC
- Enfisema Pulmonar
- Atelectasias
- Bronquite
- Pneumonia
- Asma
É de salientar que a fisioterapia respiratória não só é recomendada para tratar este tipo de patologias, como é desejável para aquelas pessoas que desejam aumentar a sua capacidade pulmonar, como os desportistas. Também é muito útil para tratar doentes neuromusculares e muito eficaz como parte da reabilitação de uma cirurgia toracoabdominal.
Fisioterapia respiratória. Técnicas
Estas técnicas devem ser realizadas por um fisioterapeuta com o objetivo de eliminar as secreções do sistema respiratório e ajudar para que seja o próprio corpo do paciente quem as elimine, para assim melhorar a sua capacidade pulmonar:
- Drenagem postural: Consiste em eliminar as secreções mediante posturas do corpo.
- Vibrações e percussões: eliminação das secreções mecanicamente mediante leves golpes na caixa torácica.
- Direcionar a tosse: educar o paciente a utilizar bem a tosse como mecanismo para eliminar as secreções.
- Exercícios respiratórios: conjunto de técnicas destinadas a melhorar a capacidade da caixa torácica.
Exercícios para tratá-la
Os exercícios respiratórios têm como finalidade que o paciente tome o controlo da sua respiração, relaxe e aumente a capacidade dos músculos envolvidos.
- Respiração diafragmática: trata-se de um processo de respiração lento, inspirando pelo nariz e expirando muito suavemente pela boca.
- Expansão torácica: esta prática consiste em inspirações longas com uma breve apneia e uma expiração lenta.
- Compressão torácica: Exerce-se pressão sobre o tórax, para exercitar os músculos implicados.
- Expiração forçada: esta técnica combina a respiração diafragmática e exercícios de expansão torácica com expirações forçadas.
Estes exercícios não deveriam causar nenhum tipo de dor ao cliente. São leves e muito pouco invasivos. A frequência deve ser constante, embora o ritmo seja determinado pelo próprio fisioterapeuta dependendo do quadro clínico do paciente.
Fisioterapia respiratória infantil
A fisioterapia respiratória também está indicada para crianças e bebés. Antes, claro, devemos consultar o pediatra.
As aplicações desta área da fisioterapia na pediatria devem ser tidas em conta para tratar uma série de doenças:
- Bronquite bacteriana
- Fibrose quística
- Síndrome de imobilidade ciliar
- Asma
No entanto, há certas patologias em que há peritos que consideram que a fisioterapia respiratória não deveria intervir, pois poderiam ser prejudiciais para o bebé. Trata-se da bronquiolite durante a fase aguda da doença, e da pneumonia.