Um dos métodos ou disciplinas dentro da fisioterapia que alcança excelentes e rápidos resultados é a mecanoterapia, na qual se utiliza maquinaria para tratar problemas musculares ou lesões. A eficácia destes tratamentos foi comprovada ao longo dos anos, sendo aplicada por fisioterapeutas especialistas com conhecimentos de anatomia e biomecânica.
Como o nome indica, é a utilização de aparelhos mecânicos com fins terapêuticos, como disciplina dentro da fisioterapia. Estes aparelhos têm a função de provocar ou direcionar movimentos corporais que são regulados pela força, amplitude e trajetória, como tratamento de lesões ou doenças. Esta técnica é aplicada desde a antiguidade, e foi desenvolvida atualmente por Gustav Zander.
A mecanoterapia deve ser prescrita por um médico e supervisionada por um fisioterapeuta qualificado que garanta a boa realização de cada um dos movimentos. Este tratamento fisioterapêutico consiste na combinação de movimentos corporais precisos juntamente com a ajuda de aparelhos mecânicos que conseguem tratar a dor ou lesão.
Indicações
Ao realizar a mecanoterapia pode-se aumentar a resistência, assim como reduzi-la, ou em algumas ocasiões até realizar mobilizações autopassivas ou totalmente passivas.
Os aparelhos utilizados nesta disciplina não são complicados, pelo contrário, são muito funcionais e simples de manusear, daí ser indicada em casos de espasmos musculares, artrite, rutura de fibras, artrose. Apenas em caso de fraturas traumáticas se recomenda que os exercícios sejam realizados por um profissional.
O fisioterapeuta encarrega-se de ensinar como devem ser realizados os movimentos, depois apenas supervisionará o paciente para avaliar se os avanços são cumpridos no tempo estabelecido. É de salientar que esta terapia não é definitiva, apenas complementar.
Aparelhos de Mecanoterapia
Banco sueco: É utilizado na reabilitação tradicional e nas terapias de elétrodos, além dos ultrassons.
Escadas e rampas: São plataformas de duas séries de cinco ou seis degraus com alturas variadas, no caso das rampas são contínuas com corrimãos. São utilizadas uma vez que se iniciou a marcha sobre as barras paralelas para aumentar o nível de dificuldade com os degraus.
Espaldeiras: São utilizadas em variados exercícios do sistema locomotor, como os alongamentos ou o desvio da coluna. São ideais para realizar exercícios de suspensão sobre membros superiores ou mobilizações do ombro.
Roda de ombro: Esta peça mecânica encontra-se fixa na parede e com um suporte móvel regula-se a altura para se adaptar à medida do paciente, para que possa realizar movimentos complicados da omoplata em rotação e do ombro.
Jaulas de Rocher: São quatro planos gradeados que permitem colocar o sistema de suspensão, roldanas e pesos.
Bicicleta cinética: Consiste num travão de resistência ajustável, além de um ecrã no qual se indica o número de rotações e a distância percorrida, alguns modelos incluem sensor de batimentos cardíacos do paciente. O objetivo é aumentar a resistência dos músculos dos membros inferiores.
Mesa de mão: É utilizada na recuperação das extremidades superiores, é formada por uma roda de inércia com um travão para regular o esforço, assim como um tabuleiro com os tensores, conjunto de bolas e parafusos com molas de resistência para os exercícios de atividade diária.
Escada de dedos: É uma régua de 1.30 mts de comprimento, com várias saliências entre uma distância de 25 a 40 mm, na qual o paciente deve colocar os dedos, para aumentar os movimentos no ombro ao realizar flexão do membro superior com o cotovelo em extensão para depois realizar a abdução.
Tábua de Bohler: É utilizada para realizar exercícios de flexoextensão, inversão-eversão e circundução do pé, isto permitirá ganhar equilíbrio, coordenação e proprioceção dos membros inferiores.
Barras paralelas de marcha.
Roldanas de parede.
Plano inclinado.
Banco de Colson.
Tabuleiro para AVD.
Áreas em que se aplica a Mecanoterapia
Neurologia: Neurite, Hemiplegia, Esclerose em placas, Paraplegia, entre outros.
Muscular: Mielite, Distrofias musculares, Espasticidade, Alterações posturais, Síndromes de imobilização e Atrofia muscular.
Articulares: Artrose, Artrite e Atrofia muscular.
Não é recomendável ou contraindicada quando existe impossibilidade de elaboração mental do movimento, ou no caso de não haver colaboração por parte do paciente. Também não se recomenda a sua aplicação quando existem fraturas recentes ou Anquilose.